O Alvoroço de Helena
Abril 5, 2008
O Alvoroço de Helena
Helena está com o âmago um tanto que alvoraçado. Ela atravessa a sala silenciosamente (cuida pra fazer o mínimo de barulho); pára frente à janela, espalma as mãos nos vidros e observa o céu que anuncia tempestade. Ele está do outro lado da sala, lendo coisas seriíssimas, seriíssimas (cogita Helena).
Silêncio de túmulo.
Ele lê, do outro lado da sala. Seriíssimo.
- Noite horrenda.
Ela comenta por comentar. Quase grita: Noite horrenda! Há um alvoroço silencioso no âmago de Helena.
Silêncio de túmulo. Ele não levanta os olhos do livro.
Ela espera sem se voltar pr’ele. Espera. Eternidades depois, desatento, ele lhe responde.
- Claro, claro. Noite horrenda.
Helena se acalma.
Abril 10, 2008 at 11:41 am
O que eu poderia dizer diante deste conto? Fantástico! Prazer em te conhecer. Voltarei para sempre.
Obrigada pela visita, tá?
Muitos beijos! :)